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Conto 002 - O gato e a rata em sociedade



TÍTULO ORIGINAL: Katze und Maus in Gesellschaft

Tradução realizada em 03/01/2026- do livro Grimms Märchen Vollständige Ausgabe (Edição completa Contos Irmãos Grimm - 1812/1815 - editora Anaconda. Obra adquirida no Museu GrimmWelt, em Kassel)


Um gato fez amizade com uma rata e contou-lhe tanto sobre o grande amor e amizade que sentia por ela, que a rata finalmente concordou em morar junto com ele em uma casa e administrar o lugar em parceria.


“Mas precisamos fazer provisões para o inverno, senão passaremos fome”, disse o gato. “Você, ratinha, não pode se aventurar por aí ou vai acabar numa armadilha.”

O bom conselho foi então seguido e compraram um potinho de gordura. Porém, eles não sabiam onde deveriam colocá-lo; por fim, depois de longa reflexão, disse o gato:

"Não conheço lugar melhor para guardá-la do que na igreja, onde ninguém se atreve a tirar nada: colocamo-la debaixo do altar e não a tocamos até precisarmos dela."

Assim, o pote de gordura foi levado para um lugar seguro; mas não demorou muito para que o gato sentisse desejo e falasse com a rata:

"O que eu queria te contar, querida, é que minha prima me pediu para ser padrinho: ela deu à luz um menininho, branco com manchas marrons, e eu devo fazer o batizado. Deixe-me sair hoje e você cuida da casa sozinha."
“Sim, sim”, respondeu a rata, “vá em nome de Deus; se você comer algo gostoso, lembre-se de mim: eu também beberia com prazer uma gota do doce vinho tinto do batismo.”

Mas nada disso era verdade; o gato não tinha prima e não havia sido convidado para ser padrinho. Ele foi direto para a igreja, depois para o pequeno pote de gordura, começou a lambê-lo e lambeu a pele gordurosa. Em seguida, deu um passeio pelos telhados da cidade, olhou em volta, espreguiçou-se ao sol e ainda limpava os bigodes sempre que se lembrava do pequeno pote de gordura. Só quando anoiteceu é que voltou para casa.

"Ora, ora, lá está você de novo", disse a rata. "Você deve ter tido um dia divertido."
"Foi ótimo", respondeu o gato.
"Qual o nome que deram à criança?", perguntou a rata.
"Skinoff", disse o gato, secamente.
"Skinoff", exclamou a rata, "que nome estranho e peculiar. É comum na sua família?"
"Qual o problema?", disse o gato. "Não é pior do que Ladrão de Migalhas, que é o nome dos seus padrinhos."

Pouco depois, o gato foi tomado por outro desejo. Disse à rata:

"Você precisa me fazer o favor de cuidar da casa sozinha de novo. Me pediram para ser padrinho pela segunda vez e, como a criança tem um anel branco no pescoço, não posso recusar."

A rata bondosa concordou, mas o gato esgueirou-se por trás da muralha da cidade até à igreja e comeu a tampa da panela de gordura.

"Nada tem um sabor melhor", disse ele, "do que aquilo que você mesmo come", e estava bastante satisfeito com o trabalho do dia.

Quando ele chegou em casa, a rata perguntou:

"Qual era o nome dessa criança?" "Haulbaus", respondeu o gato. "Haulbaus! O que você disse? Nunca ouvi esse nome na minha vida. Aposto que não está no calendário."

A boca do gato logo se encheu de água novamente, na expectativa da guloseima.

"Tudo de bom vem em trios", disse o senhor a ratinha. "Eu vou ser padrinho de novo, a criança é completamente preta e só tem as patas brancas, nem um fio de cabelo branco em todo o corpo. Isso só acontece uma vez a cada poucos anos: você vai me deixar sair, não vai?"
"Haultab, Haulbaus! - respondeu a rata, “são nomes tão curiosos, me deixam tão pensativa.”
"Você fica aí sentada em casa com sua saia felpuda cinza-escura e sua longa trança", disse o gato, "caçando grilos: é isso que acontece quando você não sai durante o dia."

A rata arrumou e pôs a casa em ordem enquanto o gato estava fora, mas o gato ganancioso comeu todo o pote de gordura.

"Quando tudo for devorado, então haverá paz", disse ele para si mesmo, e só voltou para casa tarde da noite, satisfeito e rechonchudo. A rata imediatamente perguntou qual era o nome do terceiro filho.
"Você provavelmente também não vai gostar dele", disse o gato, "o nome dele é Ganzaus."
"Ganzaus!" exclamou a rata, "esse é o nome mais estranho de todos; nunca o vi impresso antes. Ganzaus! O que significa isso?"

Ele balançou a cabeça, se encolheu e adormeceu. Daí em diante, ninguém mais quis pedir ao gato para ser padrinho; mas quando chegou o inverno e não havia mais nada para se encontrar lá fora, a ratinha se lembrou do estoque de provisões e disse:

"Vamos lá, gato, vamos até a nossa panela de gordura que guardamos, vai ser uma delícia."
“Sim, com certeza”, respondeu o gato, “você vai adorar como se estivesse mostrando sua linda língua para fora da janela.”

Eles partiram e, quando chegaram, a panela de gordura ainda estava no lugar, mas vazia.


"Ah", disse a rata, "agora eu percebi o que aconteceu, agora que tudo veio à tona, você era meu verdadeiro amigo! Você comeu tudo, exatamente como prometeu ao ser padrinho: primeiro a pele, depois metade, depois..."
"Você vai ficar quieta?" gritou o gato. "Mais uma palavra e eu te devoro."
"Chega!", a pobre ratinha já havia dito, mas mal terminou de falar quando o gato saltou sobre ela, a agarrou e a engoliu inteira.

Viu só? É assim que as coisas são no mundo.




Katze und Maus in Gesellshcaft


Versão original retirada do livro Grimms Märchen Vollständige Ausgabe (Edição completa Contos Irmãos Grimm - 1812/1815 - editora Anaconda. Obra adquirida no Museu GrimmWelt, em Kassel)


Eine Katze hatte Bekanntschaft mit einer Maus gemacht und ihr so viel von

der großen Liebe und Freundschaft vorgesagt, die sie zu ihr trüge, daß die Maus

endlich einwilligte, mit ihr zusammen in einem Hause zu wohnen und gemein-

schaftliche Wirtschaft zu führen.

»Aber für den Winter müssen wir Vorsorge tragen, sonst leiden wir Hunger«, sagte die Katze, »du, Mäuschen, kannst dich nicht überall hinwagen und gerätst mir am Ende in eine Falle.«

Der gute Rat ward also befolgt und ein Töpfchen mit Fett angekauft. Sie wuβten aber nicht wo sie es hinstellen sollten; endlich nach langer Überlegung sprach die Katze:


»Ich weiß keinen Ort, wo es besser aufgehoben wäre, als die Kirche, da getraut sich niemand etwas wegzunehmen: wir stellen es unter dn Altar und rühreb es nicht eher an, als bis wir es nötig haben.«

Das Töpfchen mit Fett ward also in Sicher-heit gebracht; aber es dauerte nicht lange, so trug die Katze Gelüsten danach und sprach zur Maus:


»Was ich dir sagen wollte, Mäuschen, ich bin von meiner Base zu Gevatter gebeten: sie hat ein Söhnchen zu Welt gebracht, wieβ mit braunen Flecken, das soll ich über die Taufe halten. Laβ mich heute ausgehen und besorge du das Haus allein.«
»Ja, ja«, antwortete die Maus, »geh in Gottes Namen; wenn du was Gutes issest, so denk an mich: von den süβen roten Kindbetterwein tränk ich auch gerne ein Tröpfchen.«

Es war aber alles nicht whar; die Katze hatte keine Base und war nicht zu Gevatter gebeten. Sie ging geradeswegs nach der Kirche, schilich zu Fettöpfchen, fing an zu lekken und leckte die fette Haut ab. Dann machte sie einen Spaziergang auf den Dächern der Stadt, besah, sich die Gelegenheit, streckte sich hernach in der Sonne aus und wischte sich den Bart, sooft sie an das Fettöpfchrn dachte. Erst als es Abend war, kam sie wieder nach Haus.


»Nun, da bist du ja wieder«, sagte die Maus, »du hast gewiß einen lustigen Tag gehabt.«
»Es ging wohl an«,antwortete die Katze.
»Was hat denn das Kind für einen Namen bekommen?«fragte die Maus.
»Hautab«, sagte die Katze ganz trocken.
»Hautab«, rief dieMaus, »das ist ja ein wunderlicher und seltsamer Name, ist der in eurer Fami-lie gebräuchlich?«
»Was ist da weiter«, sagte die Katze, »er ist nicht schlech-ter als Bröseldieb, wie deine Paten heißen.«

Nicht lange danach überkam die Katze wieder ein Gelüsten. Sie sprach zur Maus:


»du mußt mir den Gefallen tun und nochmals das Hauswesen alleinbesorgen, ich bin zum zweitenmal zu Gevatter gebeten, und da das Kind einenweißen Ring um den Hals hat, so kann ich’s nicht absagen.«

Die gute Maus willigte ein, die Katze aber schlich hinter der Stadtmauer zu der Kirche und fraβ den Fettopf haub aus.


»Es schmeckt nichts besser«, sagte sie, »als was man selber iβt«, und war mit ihrem Tagewerk ganz zufrieden.

Als sie heimkam, fragte die Maus:


»wie ist denn dieses Kind getauft worden?«
»Haulbaus«, antwortete die Katze.
»Haulbaus! was du sagst! den Namen habe ich mein Lebtag noch nicht gehört, ich wette, der steht nicht in dem Kalender«

Der Katze wässerte das Maul bald wieder nach dem Leckerwerk.


»Aller guten Ding sind drei«, sprach sie zu der Maus, »da soll ich wieder Gevatter stehen, das Kind ist ganz schwarz und hat bloβ weiβe Pfoten, sonst kein weiβes Haar am ganzen Leib, das trifft sich alle paar Jahr nur einmal: du lässest mich doch ausgehen?«
»Hautab! Halbaus! <<< antwortete die Maus, »es sind so ku- riose Namen, die machen mich so nachdenksam.«

»Da sitzest du daheim in deinem dunkelgrauen Flausrock und deinem langen Haarzopf«, sprach die Katze, »und fängst Grillen: das kommt davon, wenn man bei Tage nicht aus- geht.«

Die Maus räumte während der Abwesenheit der Katze auf und brachte das Haus in Ordnung, die naschhafte Katze aber fraß den Fettopf rein aus.


»Wenn erst alles aufgezehrt ist, so hat man Ruhe«, sagte sie zu sich selbst und kam satt und dick erst in der Nacht nach Haus. Die Maus fragte gleich nach dem Namen, den das dritte Kind bekommen hätte.

»Er wird dir wohl auch nicht gefallen«, sagte die Katze, »er heißt Ganzaus.«

»Ganzaus!« rief die Maus, »das ist der allerbedenklichste Namen, gedruckt ist er mir noch nicht vorgekommen. Ganzaus! was soll das bedeuten?«

Sie schüttelte den Kopf, rollte sich zusammen und legte sich schlafen. Von nun an wollte niemand mehr die Katze zu Gevatter bitten; als aber der Winter herangekommen und draußen nichts mehr zu finden war, ge- dachte die Maus ihres Vorrats und sprach:


»komm, Katze, wir wollen zu un- serm Fettopfe gehen, den wir uns aufgespart haben, der wird uns schmek- ken.«

»Jawohl«, antwortete die Katze, »der wird dir schmecken, als wenn du deine feine Zunge zum Fenster hinausstreckst.«

Sie machten sich auf den Weg, und als sie anlangten, stand zwar der Fettopf noch an seinem Platz, er war aber leer.


»Ach«, sagte die Maus, »jetzt merke ich, was geschehen ist, jetzt kommt's an den Tag, du bist mir die wahre Freundin! Aufgefressen hast du alles, wie du zu Gevatter gestanden hast: erst Haut ab, dann halb aus, dann ... «

»Willst du schweigen«, rief die Katze, »noch ein Wort, und ich fresse dich auf.«
»Ganz aus«, hatte die arme Maus schon auf der Zunge, kaum war es heraus, so tat die Katze einen Satz nach ihr, packte sie und schluckte sie hinunter.

Siehst du, so geht's in der Welt.


 
 
 

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